
Era uma vez uma menina que se chamava Alice.
Numa tarde de Verão, depois do almoço, Alice adormeceu e teve um sonho muito estranho. Viu um Coelho Branco, que corria e repetia sem parar:
- Vou chegar tarde, vou chegar tarde!
O coelho estava muito bem vestido e, ao vê-lo, Alice pensou que nunca tinha visto um coelho tão elegante ou que estivesse com tanta pressa.
Ficou curiosa e desatou a correr atrás dele. Tal era a velocidade a que o coelho corria, que a menina tropeçou e caiu numa toca, que mais parecia um poço sem fundo.
Depois de muitas voltas e reviravoltas no ar, Alice acabou por cair em cima de um monte de folhas secas.
Começou a procurar o coelho até que chegou a uma sala enorme, rodeada de portas fechadas.
Ao ver-se fechada desatou a chorar. Chorou tanto que as suas lágrimas formaram um charco enorme. De repente, o Coelho Branco passou por ali a correr, tão apressado que deixou cair o leque. Alice apanhou-o, abanou-se para se refrescar, mas como era um leque muito especial, a menina começou a ficar pequenina, muito pequenina...
... até que foi obrigada a nadar no charco de lágrimas.
E ficou espantada com o que viu. À sua volta estavam um rato, um papagaio, um pato, uma rã e uma águia bebé.

2 comentários:
Este excerto da história de Alice no País das Maravilhas fez-me pensar o quantas vezes também tropeço e caio num buraco que não percebo muito bem onde me leva...se me leva.
Às vezes sabe bem entrar num buraco e esquecer o mundo cá fora...deixarmo nos levar pela imaginação, pelas personagens que podemos criar em cada um de nós.
La ssio tens tu muita razão...mas prefiro o mundo ca fora...ja me escondi muito, mas isso mudou portanto é botar pra frente
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