terça-feira, 2 de dezembro de 2008


Era uma vez uma menina que se chamava Alice.
Numa tarde de Verão, depois do almoço, Alice adormeceu e teve um sonho muito estranho. Viu um Coelho Branco, que corria e repetia sem parar:
- Vou chegar tarde, vou chegar tarde!

O coelho estava muito bem vestido e, ao vê-lo, Alice pensou que nunca tinha visto um coelho tão elegante ou que estivesse com tanta pressa.

Ficou curiosa e desatou a correr atrás dele. Tal era a velocidade a que o coelho corria, que a menina tropeçou e caiu numa toca, que mais parecia um poço sem fundo.
Depois de muitas voltas e reviravoltas no ar, Alice acabou por cair em cima de um monte de folhas secas.
Começou a procurar o coelho até que chegou a uma sala enorme, rodeada de portas fechadas.

Ao ver-se fechada desatou a chorar. Chorou tanto que as suas lágrimas formaram um charco enorme. De repente, o Coelho Branco passou por ali a correr, tão apressado que deixou cair o leque. Alice apanhou-o, abanou-se para se refrescar, mas como era um leque muito especial, a menina começou a ficar pequenina, muito pequenina...

... até que foi obrigada a nadar no charco de lágrimas.
E ficou espantada com o que viu. À sua volta estavam um rato, um papagaio, um pato, uma rã e uma águia bebé.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Saber Sentir vs Saber Gerir


Há uma raiva em mim…uma dor que só consegue expressar-se nas lágrimas que correm pelo meu rosto cansado, e pelas mãos que desejam cobri-lo por não estar habituada a saber chorar.

Quando caem sobre nós questões que põe em causa a pessoa que somos…dói, dói e volta a doer.

Foram palavras curtas…mas duras…misturadas na óptica do ensinar a pensar. E que tal…ensinar a sentir? Talvez seja o primeiro passo para limpar o ruído que nos coíbe tantas vezes a pensar.

Conceitos e mais conceitos!? De que importam os conceitos se esses estão registados e definidos? Não importará mais o que penso sobre eles?

“Pensar incomoda como andar à chuva” e eu sou distraída e confusa…não será isso que falta para melhor entendermos certos aspectos?

Porque é que há pessoas prepotentes que magoam as outras e sabem que estão a fazê-lo…e se contradizem em palavras pseudo-bonitas.

Apanho as folhas que caem, como que querendo com elas tapar feridas que algumas palavras provocam. Tapo-as e dou-lhes um encanto diferente. Ninguém as percebe…rebentam só em mim, como bolas de sabão…com magia.

Tenho medo de não conseguir continuar a ser eu…

Tenho medo que me queiram tirar de mim…

Oiço Joy Division…consigo mergulhar “inside me” e sorrir porque gosto da pessoa que sou…mas reconheço que também não é difícil fazerem-me mal…

Há pessoas a quem nem tenho palavras para agradecer o bem que me fazem, com um simples sorriso, com um simples aperto de mão, com um simples olhar…com um abraço…com muitos abraços…adoro abraços.


terça-feira, 25 de novembro de 2008


São muitas as memórias que vão em minh'almasão muitas,
muitas aquelas que perduram.
Tenho pena daquelas que na mente não se salvam,tenho raiva daquelas que não se curam.
Deitam-me a baixo...e finjo ser como ferro...dura!
Finjo ter a mesma força...a força que tem uma forte ferradura.Por vezes, no meio de tanta durezaescorrem lagrimas pelo rostotoma conta de mim a tristezae á solidão me encosto!Não quero, não gosto!...não gosto que em minha carem reparemnão gosto mostrar as lágrimas que de mim saiemnão gosto...
Vão, vêm, voltam a virestas más lembranças que de mim queria ver partir Partir para bem longe apesar de saber que da vida fasem parte.Porque as há?Porque estão elas em toda a parte?Lembro-me...infelizmente me lembro...Se são elas coisas passadasporque estão elas aqui dentro fechadas?
(Autor desconhecido)

Era uma vez...

Era uma vez...
Eis a o começo de toda e qualquer história, geralmente, com um final feliz.
Envolvente, cativante e mágico, uma viagem ao imaginário e ao fantástico de cada um. Sem dúvida, uma forma de auto-conhecimento e de descoberta sobre os nossos sonhos, desejos e impulsos.
Actualmente esse fantástico tem um nome: marketing.
O próprio nome soa bem, encvolve-se na nossa linguagem do dia-a-dia, em cada piscar de olhos...mesmo que não o tenhamos percebido.
A pequenina criança que há em nós deixa-se levar por esse mundo fantástico de magia, levando-nos, por vezes, a ilusões e consequentes desilusões. No entanto, até nós nos "marketinguerizamos", é importante por isso, aprender a gerir os interesses e os interessados para que não caiámos na óptica do "produto acessícvel, barato e nem sempre eficaz".
Que este lugar seja um lugar de reflexão e de critica sobre as vontades que temos em não ter vontades.

Sem mais, até breve.
Isabel Silva.