Há uma raiva em mim…uma dor que só consegue expressar-se nas lágrimas que correm pelo meu rosto cansado, e pelas mãos que desejam cobri-lo por não estar habituada a saber chorar.
Quando caem sobre nós questões que põe em causa a pessoa que somos…dói, dói e volta a doer.
Foram palavras curtas…mas duras…misturadas na óptica do ensinar a pensar. E que tal…ensinar a sentir? Talvez seja o primeiro passo para limpar o ruído que nos coíbe tantas vezes a pensar.
Conceitos e mais conceitos!? De que importam os conceitos se esses estão registados e definidos? Não importará mais o que penso sobre eles?
“Pensar incomoda como andar à chuva” e eu sou distraída e confusa…não será isso que falta para melhor entendermos certos aspectos?
Porque é que há pessoas prepotentes que magoam as outras e sabem que estão a fazê-lo…e se contradizem em palavras pseudo-bonitas.
Apanho as folhas que caem, como que querendo com elas tapar feridas que algumas palavras provocam. Tapo-as e dou-lhes um encanto diferente. Ninguém as percebe…rebentam só em mim, como bolas de sabão…com magia.
Tenho medo de não conseguir continuar a ser eu…
Tenho medo que me queiram tirar de mim…
Oiço Joy Division…consigo mergulhar “inside me” e sorrir porque gosto da pessoa que sou…mas reconheço que também não é difícil fazerem-me mal…
Há pessoas a quem nem tenho palavras para agradecer o bem que me fazem, com um simples sorriso, com um simples aperto de mão, com um simples olhar…com um abraço…com muitos abraços…adoro abraços.

